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São Paulo, São Paulo, Brazil
28 anos, jornalista.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Na beira do ninho

Talvez, seja porque ela não olhe pra mim. Que até me veja, mas não enxergue, não vai além. Ou então, está tudo errado mesmo e eu sou alguém que tem os valores invertidos demais e nasci simplesmente para afrontá-la. Eu não sei ...
Me sinto meio assim, como um passarinho que está sempre sendo empurrado do ninho por tomar espaço demais. No fundo, queria ela que o passarinho fosse mais fraquinho, delicado, quase que doente, que não pudesse voar. Afinal, para que?, pensa ela, se o ninho é tão quentinho, tão seguro. No fundo, no fundo mesmo, ela olha pro ninho do vizinho, praquele passarinho que não voou e deseja trocar seu passarinho com alguém.
Mas e- passarinho não sei como ficar, é apertado demais e fico olhando o horizonte, arriscando as primeiras voadelas. Por um segundo me sinto feliz no sucesso em pairar no ar, mas quando olho para trás tropeço no vento de tanta tristeza por ver que ela não se sente feliz, mesmo vendo a minha felicidade.
Se eu ficar, fico triste, se eu for é ela quem vai ficar. Então fico aqui na beira do ninho ... e ela por não saber o que fazer só faz me empurrar e me machucar.
Não estou feliz assim!

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Secura de dedos



Você já tentou escrever quando parece que não tem absolutamente nada a dizer?
Criei esse blog por vontade e vaidade mas ai de vocês, poucos e bons que me lêem aqui, sabem o quanto eu demoro para fazer uma atualização.
A grande verdade é que tenho inspiração mas ando meio sem palavras. Sobretudo admito que a inércia me corrompe. Mas hoje ... hoje estou aqui, teclado embaixo dos dedos e vejo-me obrigada a brincar com os botões, como alguém que em posse de folha e papel na mão põe-se a rabiscar abstratamente enquanto espera. Será que estou esperando? Mas,  estaria eu esperando o que?
Acabei de ler um livro sobre a guerra de Ruanda. Comecei a ler Gay Talease e esporadicamente entro em contato com Lispector. Ouço as músicas que gosto e me delicio com a poesia dos compositores, entretanto ... tudo me encanta, nada me inspira.
Eu não estou triste e não estou eufórica. Um pouco ansiosa talvez ... mas odeio essa sensação de secura nos dedos. Além disso, por que será que a síndrome das pernas inquietas não quer me deixar em paz? Ahan, ansiedade, já sei, a ansiedade, mas, mas, ansiedade também é coisa de quem espera e eu, eu estou esperando o que?
Caramba! Estou esperando o queeee? Cansei de esperar ... será que não há satisfação e paz nesse corpo? Não quero mais nada, me deixem quieta! Posso deitar ali e ficar? No chão, de preferência no sol. E ficar...
Parem de passar, parem de passar nos meus pensamentos.não quero, imagens, nem som, nem ideias, nem julgamentos.