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São Paulo, São Paulo, Brazil
28 anos, jornalista.

domingo, 18 de setembro de 2011

G.


Eu nem queria escrever sobre você, mas acho que devo, por mais desagradável que seja ter de pensar na sua figura enquanto escrevo. Devo isso ao meu raciocínio lógico. Quero destrinchar-te.
Você tem trinta, mas a prepotência de quem acabou de nascer, como alguém que não tivesse pecados e pudesse julgar. Foi batizado com o nome de presidente tirano.
Sua feiura profunda se espalha sobre o rosto grego, simétrico, hollywoodiano. Tudo o que deveria ser bonito em você, se inverte na mesma proporção em que seu lábios não sorriem. Há algo de mal resolvido, de frustrado em todo o seu ser e encontrar pessoas abertas a bons e sinceros sentimentos te deixa acuado.
Eu chego a sentir muito por ter cruzado o seu caminho, pois você quase me fez mal. Eu me dei conta e fui capaz de me proteger antes da sua raiva me atingir.
Escrevo com o cenho franzido, os lábios virando para baixo, numa expressão de nojo ao ter que lembrar.
Cara, poucas vezes tive tanta vontade de me afastar de alguém. É tanto ego e prepotência que me deixam fraca. De verdade!
Desprezo, desprezo, desprezo. Espero não ver mais o seu rosto, nem quando chegar a hora de provar que eu estava certa.
Até nunca mais!

sábado, 17 de setembro de 2011

Lindo


A música toca alto, o ritmo é alucinante, cíclico e a batida vai e volta, como sua respiração sobre mim. Perto dos meu ouvidos, longe, perto e longe, perto...
Eu gosto de te olhar assim, de frente, abaixo de você. Seu rosto contra a luz, meio no escuro, mostra o mais importante de se ver: olhos cheios de vigor, narinas inspirando com força e sua boca, fonte do meu desejo.
É tudo tão intenso, que não me contenho, você sabe, quando me perco a te olhar, me emociono. Gosto de me sentir nos seus braços,  abraçada, enganchada, misturada. Passar as mãos pelos seus cabelos muito pretos, lisos. Testa com testa.
Você é tão lindo...