Quem sou eu
domingo, 29 de janeiro de 2012
Só não queria dormir
Eu só não queria dormir. Mas o mesmo CD se recusa a tocar mai uma vez para mim e meu pensamento anseia pelas palavras de Emily Bronte, enquanto eu tenho em mãos Cervantes para ler...
É madrugada, faz silêncio, sinto um amor visceral pelo mundo. Podia estar chovendo, você devia estar aqui comigo. Queria que elogiasse meu olhar e meu sorriso. A vida poderia ser inteira assim, uma madrugada só nossa, em que os dedilhares no piano seguissem nossa respiração. Eu ainda não quero dormir.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Aos Meus Amigos
Eu não serei contida e nem modesta, não mesmo! Porque as últimas 24 horas foram tão incríveis que não tenho como não me gabar. Eu escrevo este texto para todos os meus amigos. Ou seja, cada um de vocês, que sabem quem são através do que sentem batendo aí dentro do peito, e que têm feito da minha vida muito mais completa e feliz!
Eu nunca fui unanimidade. Dos primeiros anos na escola, a qualquer lugar que trabalhe, não consigo agradar todo mundo. Talvez ninguém consiga, mas quem conviveu comigo sabe do que estou falando, porque simplesmente não faço questão de arrancar sorrisos de almas em que só vejo sombras. Eu sei, é polêmico falar assim e por isso muita gente não gosta de mim, fato que entendo e respeito. Por outro lado, sendo quem sou, quando olho pra trás, fico emocionada ao me dar conta dos amigos que a vida me deu de presente e escreveria uma bíblia sobre a amizade contando histórias de cada um deles. Como não tenho esta disponibilidade de tempo, apesar de merecerem, conto sobre as minhas últimas 24 horas, que figuram um pouco do que estou tentando dizer.
Uma das minhas amigas, das antigas, e que hoje mora a algumas centenas de quilômetros de distância, falou comigo ontem, por mensagem na internet, como fazemos quase que semanalmente. Como sempre, ela me falou dela, das suas dúvidas, certezas, sobre o que está pensando, o que acho de tudo. Eu, também como sempre, respondi e dei meus pitacos muito práticos do tipo "mande ele pro inferno", ou "venha trabalhar em São Paulo!", rs. No fim da conversa ela me agradeceu por eu acalmá-la. Acalmar alguém? Eu? Só sendo muito boa amiga mesmo pra me julgar capaz de tamanha proeza.
Já em casa, recebi a ligação inesperada de uma mulher muito especial. Não é qualquer um que me faz ficar conversando por mais de cinco minutos ao celular, odeio conversas por telefone. Mas, ela consegue porque consegue tudo o que quer na vida. Eu disse a ela, tenho orgulho de ser alguém para quem ela pega o telefone e liga pra bater papo. Pessoas assim têm um certo brilho e magnetismo pessoal difícil de se explicar, mas fácil de se entender quando se fica frente a frente com tais personalidades. Foi um prazer enorme ter falado um pouco com esta amiga.
No início da noite, me arrumei com a maior empolgação para encontrar uma turma de novos-amigos, feitos na nova-cidade, em um emprego semi-novo. E a empolgação se justificou no momento em que encontrei cada um deles. Eu estava ansiosa porque não os via há algumas semanas e temerosa de já não fazer mais parte do universo daquelas pessoas animadas. Mas, como tanto desejei, estavam todos lá, me recebendo com sorrisos, brincando e conversando comigo como se nos conhecêssemos a mais tempo do que nos conhecemos de verdade e sendo recíprocos em uma inexplicável cumplicidade no olhar. Mais uma vez, fizeram da minha vida paulistana mais feliz.
Em meio às risadas e conversas com este pessoal, eu, que havia tido algumas crises de identidade durante a semana, recebo uma atualização de rede social e vejo com surpresa e muita, muita felicidade, que alguém com quem já não converso há muito tempo, me marcou publicamente na rede como "irmã de alma". Junto com minha foto ela escreveu: "Tenho muitos irmãos e irmãs de alma... só de cara consigo pensar em vários e os que lerem isso sabem que possuem sua particularidade e seu pedacinho em meu coração! Mas pra hoje eu vou colocar a foto de alguém que eu amo absurdamente, e que sinto tanta falta, mas TANTA falta. É como se um pedacinho de mim estivesse lá em Araras! Pensa em um potencial? Pensa em um coração gigantesco? Pensa em uma doçura angelical? Pensa em uma guerreira? Definitivamente, É ELA!".
Bruna, minha amiga, você me emocionou tanto com esta mensagem, que eu não estou nem conseguindo escrever isto sem chorar! Rs. É tão recíproco e veio me mostrar muito além dessas linhas em dias em que coloquei várias coisas em cheque. Só comprova o que sempre acreditei, de que sentimentos de verdade não se desgastam com distância e afastamento. Amigos são aqueles que a gente pode ficar por muito tempo sem se falar e que quando se fala, percebe que nada mudou. Não é?
Por último, mas claro que não menos importante, topei ir pra balada paulistana, com um casal que veio fazer parte da minha vida junto com o início do meu namoro. Eu posso dizer que tive a sorte de ganhar não só um namorado, mas mais dois amigos. São duas das pessoas mais educadas que conheço, gentis e maduras. E com toda nossa "maturidade", sai de vela com os dois e bebi muito além do que deveria, simplesmente porque confio em ambos de olhos fechados. Foi com muito mojito que dançamos demais, enquanto por dentro, eu precisava comemorar a vida, com um imenso sentimento de gratidão pelas pessoas que cruzam o meu caminho.
Talvez este seja o maior post do meu blog, não sei, mas acontece que hoje, sozinha em casa, ainda com um pouco de tequila na veia e as lembranças afloradas, eu precisava agradecer e exaltar cada um de vocês. Mesmo os que não figuraram as últimas 24 horas, mas sabem o que sinto. Muito, muito, MUITO obrigada por serem meus amigos.
Eu nunca fui unanimidade. Dos primeiros anos na escola, a qualquer lugar que trabalhe, não consigo agradar todo mundo. Talvez ninguém consiga, mas quem conviveu comigo sabe do que estou falando, porque simplesmente não faço questão de arrancar sorrisos de almas em que só vejo sombras. Eu sei, é polêmico falar assim e por isso muita gente não gosta de mim, fato que entendo e respeito. Por outro lado, sendo quem sou, quando olho pra trás, fico emocionada ao me dar conta dos amigos que a vida me deu de presente e escreveria uma bíblia sobre a amizade contando histórias de cada um deles. Como não tenho esta disponibilidade de tempo, apesar de merecerem, conto sobre as minhas últimas 24 horas, que figuram um pouco do que estou tentando dizer.
Uma das minhas amigas, das antigas, e que hoje mora a algumas centenas de quilômetros de distância, falou comigo ontem, por mensagem na internet, como fazemos quase que semanalmente. Como sempre, ela me falou dela, das suas dúvidas, certezas, sobre o que está pensando, o que acho de tudo. Eu, também como sempre, respondi e dei meus pitacos muito práticos do tipo "mande ele pro inferno", ou "venha trabalhar em São Paulo!", rs. No fim da conversa ela me agradeceu por eu acalmá-la. Acalmar alguém? Eu? Só sendo muito boa amiga mesmo pra me julgar capaz de tamanha proeza.
Já em casa, recebi a ligação inesperada de uma mulher muito especial. Não é qualquer um que me faz ficar conversando por mais de cinco minutos ao celular, odeio conversas por telefone. Mas, ela consegue porque consegue tudo o que quer na vida. Eu disse a ela, tenho orgulho de ser alguém para quem ela pega o telefone e liga pra bater papo. Pessoas assim têm um certo brilho e magnetismo pessoal difícil de se explicar, mas fácil de se entender quando se fica frente a frente com tais personalidades. Foi um prazer enorme ter falado um pouco com esta amiga.
No início da noite, me arrumei com a maior empolgação para encontrar uma turma de novos-amigos, feitos na nova-cidade, em um emprego semi-novo. E a empolgação se justificou no momento em que encontrei cada um deles. Eu estava ansiosa porque não os via há algumas semanas e temerosa de já não fazer mais parte do universo daquelas pessoas animadas. Mas, como tanto desejei, estavam todos lá, me recebendo com sorrisos, brincando e conversando comigo como se nos conhecêssemos a mais tempo do que nos conhecemos de verdade e sendo recíprocos em uma inexplicável cumplicidade no olhar. Mais uma vez, fizeram da minha vida paulistana mais feliz.
Em meio às risadas e conversas com este pessoal, eu, que havia tido algumas crises de identidade durante a semana, recebo uma atualização de rede social e vejo com surpresa e muita, muita felicidade, que alguém com quem já não converso há muito tempo, me marcou publicamente na rede como "irmã de alma". Junto com minha foto ela escreveu: "Tenho muitos irmãos e irmãs de alma... só de cara consigo pensar em vários e os que lerem isso sabem que possuem sua particularidade e seu pedacinho em meu coração! Mas pra hoje eu vou colocar a foto de alguém que eu amo absurdamente, e que sinto tanta falta, mas TANTA falta. É como se um pedacinho de mim estivesse lá em Araras! Pensa em um potencial? Pensa em um coração gigantesco? Pensa em uma doçura angelical? Pensa em uma guerreira? Definitivamente, É ELA!".
Bruna, minha amiga, você me emocionou tanto com esta mensagem, que eu não estou nem conseguindo escrever isto sem chorar! Rs. É tão recíproco e veio me mostrar muito além dessas linhas em dias em que coloquei várias coisas em cheque. Só comprova o que sempre acreditei, de que sentimentos de verdade não se desgastam com distância e afastamento. Amigos são aqueles que a gente pode ficar por muito tempo sem se falar e que quando se fala, percebe que nada mudou. Não é?
Por último, mas claro que não menos importante, topei ir pra balada paulistana, com um casal que veio fazer parte da minha vida junto com o início do meu namoro. Eu posso dizer que tive a sorte de ganhar não só um namorado, mas mais dois amigos. São duas das pessoas mais educadas que conheço, gentis e maduras. E com toda nossa "maturidade", sai de vela com os dois e bebi muito além do que deveria, simplesmente porque confio em ambos de olhos fechados. Foi com muito mojito que dançamos demais, enquanto por dentro, eu precisava comemorar a vida, com um imenso sentimento de gratidão pelas pessoas que cruzam o meu caminho.
Talvez este seja o maior post do meu blog, não sei, mas acontece que hoje, sozinha em casa, ainda com um pouco de tequila na veia e as lembranças afloradas, eu precisava agradecer e exaltar cada um de vocês. Mesmo os que não figuraram as últimas 24 horas, mas sabem o que sinto. Muito, muito, MUITO obrigada por serem meus amigos.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
O Não Dito
Eu sai do carro embriagada de paixão.
Pela noite que não terminou,
Pelo próximo beijo que você não me deu,
Pelo chão que o seu "não" me tirou,
Pelo meu desejo que não te esqueceu.
Eu me apaixonei
Pela imagem que você criou de mim,
Porque acreditou em tudo que penso que sou
E disse desprezar amar alguém assim.
Confesse. O que te atraiu foi o meu cabelo pintado,
Meu esmalte vulgar,
E sobretudo meu comportamento:
Petulantemente descomportado.
Mas, quando seus olhos perceberam
Que senti paixão a despeito de atrevimento
E que tive medo te perder,
Que queria ser sua qualquer momento...
Então você fingiu não me querer,
Eu disse a todos que você não era para mim.
Inúmeras vezes a vida quase nos entregou
E você e eu seguimos fingindo até o fim.
domingo, 22 de janeiro de 2012
Porta Afora
Depois do vinho tomado e da cama desarrumada, você me deixa no meio da noite. E como a Cinderela que perde seu brilho, a minha casa volta a ser abóbora. Eu avanço porta adentro, só o seu cheiro ficou pra trás, junto à lembrança de que você me abraçou pela cintura como se eu pudesse fazer parte do seu corpo, enquanto você fez parte do meu, dizendo que adorava a maquiagem preta nos meus olhos. Eu te beijei como se sua boca fosse minha fonte de sobrevivência. Você trilhou os quilômetros da saudade. Minha cama ficou marcada. Seu cabelo ficou desarrumado. Eu te deixei ser racional. Você me deixou com a poesia.
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