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São Paulo, São Paulo, Brazil
28 anos, jornalista.

sábado, 30 de maio de 2009

51 anos de Pai


Tão mais real que seus discos voadores.
Mais interessantes que Pink Floyd,
O Corinthians
E seus outros amores.

Mais acolhedor do que o leite na cama,
Ou imaginar água corrente e florestas para acabar com a insônia.
Tão melhor que fazer carinho no pé
E tão saudoso quanto dormir com seu cafuné.

Tão incondicional quanto os seus atos de amor
Aqueles que de tão inconseqüentes
Causam orgulho, admiração e devoção,
Jamais dor!

Tão complexo quanto a sua teoria sobre Deus
E tão louco quanto todos os sonhos seus.
Tão profundo quanto o mar que você nunca aprendeu a nadar,
Tão maior quanto toda a sabedoria, juntos céu e mar.

Tão simples quanto a vida que devo a você,
Tão gostoso quanto os carinhos que recebo ao te ver
Tão belo quanto o olhar que ganho quando quero ter
Tão real quanto a vida que me deu para viver.

Tantas Copas quanto meio século trás
Tantas vontades que você deixou para trás
Quanta coisa ainda tem para viver
Todo o tempo que passei junto a você.

A completa solidão que a obrigação lhe traz
Junta a toda liberdade que a família lhe desfaz
Quero de você sempre muito e quero mais
Exijo sim toda atenção que é capaz.

Pois você é responsável pela filha que eu sou
Cúmplice e culpado por ter todo o meu amor
Sentimento completo, vivenciado a cada dia
Tão maior é meu amor que essa poesia.




















segunda-feira, 18 de maio de 2009

A arte de não fazer arte


Porque a rotina é assim. Não se é artista, não há tempo para arte. A negligencia do artístico, do encantamento e da criatividade exige grande esforço por parte da maioria da população.
Você que lê estas linhas vai ver que me entende muito bem. Diga-me você se é fácil acordar cedo (mesmo contra a vontade) para cumprir os seus compromissos trabalhistas. Ou precisar acordar ainda mais cedo do que necessitaria devido à precariedade do transporte público ou ainda o volume do trânsito, deixando de lado o descanso que facilitaria aflorar a sua criatividade. Estar submetido a objetivos e metas a serem cumpridos dentro da empresa onde trabalha, não restando tempo para nenhuma outra distração a não ser ver os e-mails com piadas, mandados por colegas que você somente tem a oportunidade de ler por já estarem ali em sua caixa de entrada, impedindo assim qualquer momento de ócio que lhe permitiria, por exemplo, ter vontade de ler um livro que lhe traga algo novo, pensamentos mais complexos ou mesmo ir ao cinema e convencer-se mais uma vez de que Indiana Jones realmente é uma obra de arte.
E o que dizer sobre a obrigatoriedade da aparência, que lhe faz vestir máscaras para que os demais possam o caracterizar. Temos de ser profissionalmente bem-sucedidos, bonitos e ainda felizes (se você for se expressar sobre suas angustias, por favor, guarde-as em um diário, publicamente é melhor que lhe vejam lendo um livro de auto-ajuda).
Reprimir o instinto de artístico natural inerente a cada um de nós a ponto de nada disso nos causar estranhamento, realmente é uma arte.

“A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte...”
(Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Sérgio Britto – Comida)

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Hoje eu esperei

Hoje eu deito na sua cama sem seu peso ao meu lado, sem os seus braços à minha volta e a sua respiração em meu ouvido. Hoje eu cheguei em minha casa e não pude lhe esperar porque você não vinha hoje.
Mesmo assim eu lhe esperei, angustiada, como quem espera pra sofrer. Como se o sofrimento pudesse lhe trazer.

Hoje eu só pensei em você. Eu só penso em você!

Hoje pela manhã eu esperei a sua ligação. Recebi a sua mensagem.

Hoje eu te espero, assim como esperei a vida toda e ainda vou esperar, porque mesmo quando está presente eu espero por crer que aquele momento não vai acabar.

Até terça-feira, saudades.