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São Paulo, São Paulo, Brazil
28 anos, jornalista.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Sobre Sábados e Chuvas

Publicado em 25/07/2015


É curioso como alguns dias amanhecem compadecidos com nossas dores e nos surpreendem com cenários que traduzem nosso humor.
Naquele sábado, o coração dela acordou nebuloso, como o céu que via pela janela. Seus olhos choveram algumas dores enquanto lágrimas caíam do céu. Talvez o tempo tenha virado no mesmo momento em que, no meio da noite, acordou com seu próprio grito. Lá fora, um trovão. Ela não se lembra com o que estava sonhando ou porque gritou e na cidade os meteorologistas ainda buscavam de onde havia chegado o repentino inverno.

Mães, Filhas. Mulheres.

Publicado em 30/05/2015


Esta é a Babi, ela tem 12 anos e eu a encontrei hoje na Avenida Paulista empenhada em lutar pelos direitos das mulheres. "É importante a marcha porque ela é um movimento que gera bastante impacto e as pessoas prestam atenção. O que falta para as mulheres conquistar ainda são direitos simples, como não apanhar só por ser mulher". Eu perguntei o que ela esperava para o futuro dela como uma mulher adulta, já que ela só tem 12 anos e a resposta foi simples: "Um mundo igualitário!".
Depois de falar com a Babi, eu bati um papo rápido com a Natália, mãe dela, que estava com ela no vão do Masp se preparando para a ‪#‎MarchaDasVadias‬, e questionei, quais suas expectativas em trazer a sua filha tão nova para fazer parte desse movimento. A resposta? "Que no futuro ela não passe pelas coisas que passei por ser mulher". Depois disso, ela pediu o meu Facebook porque, como toda mãe, queria ver com orgulho a publicação das palavras da filha.

Meu Ano Novo Particular

Publicado em 23/04/2015


Hoje eu sai sozinha pra correr no bairro que cresci, em Araras, e passar por alguns lugares que significam muito pra mim, lugares cheios de lembranças. Neste aniversário, fiquei pensando em como posso ser mais generosa comigo mesma, com a minha humanidade, com as imperfeições. E foi aí que lembrei de uma frase do Hemingway que li outro dia: "we are all broken, that's how the light gets in" - algo como: nós estamos todos feridos, mas é assim que a luz entra em nós.

Dia Internacional da Mulher

Publicado em 08/03/2015


Por minha mãe, minha irmã, minhas avós. As primas, as amigas, as professoras, as profissionais, as que escolheram lutar no escritório, as que encararam a casa e os filhos. Por todas que lidamos todos os dias com assédios e julgamentos, contra a desigualdade de gênero, contra a violência . Pelo nosso sexto sentido, o instinto de proteção, por todas as TPMs, todas as dores, toda a complexidade, sensibilidade e sobretudo pela cumplicidade que existe entre nós. Não há limites que possam deter a nossa força, somos todos iguais! Feliz dia da mulher a cada uma de vocês! ❤

A Poeta Preferida

Publicado em 22/02/2015

"Tu tens um medo: acabar. Não vês que acabas todo o dia. Que morres no amor (...) Que és sempre outro. Que és sempre o mesmo. Que morrerás por idades imensas, até não teres medo de morrer. E então serás eterno".
Cecília Meirelles

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Janela do ônibus




Uma página em branco é sempre uma página em branco, ainda que digital. Essas páginas em branco sempre causaram inquietude em mim. O cursor pisca, esperando as primeiras letras desembocarem em misteriosas palavras, quem sabe grandes contos, ou uma arrebatadora história de amor. Lá fora, o mundo anda na velocidade do ônibus circular (um tanto quanto descontrolado, descendo a ladeira do bairro residencial, desengatado). Aqui dentro, vida em potencial.

Carta aberta a mim

De 23 de abril de 2014



No meu ano novo particular, desejo que nenhuma possibilidade de felicidade seja adiada: nem um sorriso, nem um abraço, nem
a vontade de me declarar, nem uma viagem, nem a lista de livros que quero ler, muito menos um plano mirabolante, ou minha vontade de comer brigadeiro de panela. 
Ponho a mão no bolso da vida, e já encontro um punhado de aprendizados em mim (cá estão, no topo da cabeça, os meus primeiros fios brancos que não me deixam mentir). Com o pouco que sei e o muito que ainda me resta, quero ter tranquilidade em entender que, se há maldade, mentira, ironia e negatividade, elas pertencem às pessoas que as carregam e não vou mais me permitir carregar o que não é bom e o que não pertence a mim.
Eu nunca duvidei e continuo acreditando piamente na humanidade. Minha maior gratidão com o destino está relacionada com as pessoas que a vida colocou no meu caminho. A todos, todos os meus amigos e amores. E eu entendo cada vez mais que, cuidando de mim, estou cuidando de cada pessoa que não merece nada menos que o meu melhor.
Respiração profunda, inspiração no amor, sol pela manhã, poesia antes de dormir e um copo de leite, são os meus desejos de 27 anos.