
Porque a rotina é assim. Não se é artista, não há tempo para arte. A negligencia do artístico, do encantamento e da criatividade exige grande esforço por parte da maioria da população.
Você que lê estas linhas vai ver que me entende muito bem. Diga-me você se é fácil acordar cedo (mesmo contra a vontade) para cumprir os seus compromissos trabalhistas. Ou precisar acordar ainda mais cedo do que necessitaria devido à precariedade do transporte público ou ainda o volume do trânsito, deixando de lado o descanso que facilitaria aflorar a sua criatividade. Estar submetido a objetivos e metas a serem cumpridos dentro da empresa onde trabalha, não restando tempo para nenhuma outra distração a não ser ver os e-mails com piadas, mandados por colegas que você somente tem a oportunidade de ler por já estarem ali em sua caixa de entrada, impedindo assim qualquer momento de ócio que lhe permitiria, por exemplo, ter vontade de ler um livro que lhe traga algo novo, pensamentos mais complexos ou mesmo ir ao cinema e convencer-se mais uma vez de que Indiana Jones realmente é uma obra de arte.
E o que dizer sobre a obrigatoriedade da aparência, que lhe faz vestir máscaras para que os demais possam o caracterizar. Temos de ser profissionalmente bem-sucedidos, bonitos e ainda felizes (se você for se expressar sobre suas angustias, por favor, guarde-as em um diário, publicamente é melhor que lhe vejam lendo um livro de auto-ajuda).
Reprimir o instinto de artístico natural inerente a cada um de nós a ponto de nada disso nos causar estranhamento, realmente é uma arte.
“A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte...”
(Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Sérgio Britto – Comida)
Você que lê estas linhas vai ver que me entende muito bem. Diga-me você se é fácil acordar cedo (mesmo contra a vontade) para cumprir os seus compromissos trabalhistas. Ou precisar acordar ainda mais cedo do que necessitaria devido à precariedade do transporte público ou ainda o volume do trânsito, deixando de lado o descanso que facilitaria aflorar a sua criatividade. Estar submetido a objetivos e metas a serem cumpridos dentro da empresa onde trabalha, não restando tempo para nenhuma outra distração a não ser ver os e-mails com piadas, mandados por colegas que você somente tem a oportunidade de ler por já estarem ali em sua caixa de entrada, impedindo assim qualquer momento de ócio que lhe permitiria, por exemplo, ter vontade de ler um livro que lhe traga algo novo, pensamentos mais complexos ou mesmo ir ao cinema e convencer-se mais uma vez de que Indiana Jones realmente é uma obra de arte.
E o que dizer sobre a obrigatoriedade da aparência, que lhe faz vestir máscaras para que os demais possam o caracterizar. Temos de ser profissionalmente bem-sucedidos, bonitos e ainda felizes (se você for se expressar sobre suas angustias, por favor, guarde-as em um diário, publicamente é melhor que lhe vejam lendo um livro de auto-ajuda).
Reprimir o instinto de artístico natural inerente a cada um de nós a ponto de nada disso nos causar estranhamento, realmente é uma arte.
“A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte...”
(Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Sérgio Britto – Comida)
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