Talvez o meu desagrado venha do fato de que a "crepúsculomania" atinja duas paixões nas quais sempre me deliciei: literatura e vampirismo.
Como dedicada fã da série Harry Potter, já me livro da acusação de esnobice pelo pop. A diferença é que Rowlling, ao contrário de Stephenie Meyer começou a escrever sobre o menino bruxo sem grandes pretenções de o tornar uma celebridade. Admito que a qualidade dos três últimos livros da série piorou se comparados aos anteriores. Inegável que a certeza de que suas obras estariam em breve nas telonas influênciou sua produção e sua escrita. Acredito que neste sentido o cinema só atrapalha a literatura. Um escritor não pode dividir-se em dois. Quando escreve, tem de estar totalmente dedicado à visão de seu personagem nas páginas e não na tela. Mesmo assim, Rowlling conseguiu se manter. Já Crdepúsculo ... bem, para começar, não há criatividade nem mesmo na história central: o amor impossível de uma humana por um imortal - princípio básico de qualquer história barata e clichê (tipo todas as novelas da Globo). O sucesso barato continua quando pensamos na autora: é nítido que ela escreve no papel pensanso na tela. E pra piorar, ela é bem menos inteligênte e sofisticada que J. K. Rowling.
Neste final de semana, o Caderno 2 do Estadão dedicou uma página a Crepúsculo, cujo segundo filme, Lua Nova, estréia depois de amanhã (20) nos cinemas. Com o título "Sexo e sangue? Não, é apenas amor", a matéria compara a "saga" de Crepúsculo a mais um desdobramento de amor impossível no estilo Romeu e Julieta. O que vale mesmo a pena é ler, ao fim da página, o artigo de Antônio Gonçalves Filho, que faz uma análise sociológica e inusitada da "obra". De acordo com as teorias do jornalista, o vampiro Edward, protagonista da série, é um vampiro na coleira domesticado pela classe média. Segundo ele, não admira que a atividade sexual do vampiro teen se resuma "às preliminares mais longas de todos os tempos", o que justifica que ele e sua namoradinha Bella, a frágil, sejam ídolos da geração muito mais habituada ao "ficar" do que a construir vínculos afetivos duradouros. Afinal, se ela ceDER para ele, acaba-se a idealização romântica de um vampiro apaixonado por toda a eternidade ... . Antonio Gonçalves Filho reforça os ideais de classe média estampados em Edward quando cita o conforto do jovem vampiro que não dorme em caixão, não tem problemas com alho e não odeia água benta.
Ahhhh, bons tempos aqueles em que sinônimo de vampiro era o malvado, sedutor e inesquecível Conde Drácula, que escravizava a todos os homens e seduzia todas as mulheres ... afinal, o que mais pode querer um cara que sabe que não vai morrer nunca além de ser divertir com sangue e sexo?


Vamos ao primeiro comentáário!
ResponderExcluirYou know my opinion!!!!
hehehehehehe...
Mas pra ser sincera, adorei o "ceDER"...ouvi vc falando isso no meu ouvido quando li!
Como sempre, apesar de eu ser "crepusculomaniaca", adoro seus textos!
Beijos amore!!!
Bru =D
Ah, mais um detalhe..
ResponderExcluirO Conde Drácula devia ser um gostosão nééé...fala sério!
hahahahahahaha
Beijoooooo
Bru =D
"Lua Nova" arrecada US$ 80 milhões em estreia nos EUA. Isso mostra a quantidade de seguidores desse filminho de vampirinho que ñ faz sexo, assim como os fãs, rsrs...
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