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28 anos, jornalista.

domingo, 21 de novembro de 2010

Rubem Alves, Luiz Carlos Lisboa e o pouco e bom

Li o artigo de Rubem Alves de hoje publicado no Caderno C do Correio Popular de Campinas, e me deparei com Rubem defendendo os textos curtos e bons.

Como escritor e leitor de percepção que é, Rubem, em um ato de extrema generosidade literária, publica alguns dos curtos textos escritos por Luiz Carlos Lisboa, os quais Rubem confessa, mexeram com ele, considerando-os iluminados.

Aqui, reproduzo o mesmo sentimento de Rubem nas mesmas linhas:

"Um rosto é uma revelação repentina - ou pode ser um mistério que não se resolve. Tudo depende de saber amá-lo, de saber chegar perto e ficar, sem pressa ou interesse pessoal. Um rosto humano é sempre um desafio, um segredo, uma janela do espírito - tudo aquilo que nossos olhos distraídos permitem ver".

“Um monge trapista que escrevia livros — Thomas Merton — respondeu uma vez a alguém que lhe perguntou sobre o significado dessa coisa tão simples e maravilhosa que é estar atento: ‘Atenção perfeita é o estado de estar consciente daquilo que se está fazendo. Nada mais que isso”.


“A volta eterna às coisas simples acontece quando estamos de bem com o mundo e mergulhamos no curso da vida. O brilho de uma jarra, o canto de uma criança na casa vizinha, um cão que late na distância. De mãos dadas com a realidade, não somos a favor nem contra: as coisas existem e nós a amamos porque existem.”

“O primeiro homem que reuniu um buquê de flores tornou-se diferente do animal.’ A meditação japonesa, antiga de 2 mil anos, continua: ‘Tornou-se um homem porque exigiu da natureza alguma coisa mais que a satisfação de suas necessidades imediatas. Entrando no domínio da arte, reconhece a utilização do inútil”.


“Nas grandes cidades, onde o silêncio às vezes é possível nas madrugadas, há mais para ver e aprender do que geralmente se pensa. Quando muitos homens se reúnem em torno de interesses comuns, o que está em suas almas vem freqüentemente para fora, e dá forma aos objetos e às pessoas. A cidade grande é um imenso espelho, em que podemos ver nossos próprios rostos multiplicados muitas vezes. Quando nos servimos das cidades para entender o que somos, elas se tornam abençoadas.”

“Como um pássaro que voa longe quando tentamos tocar suas asas, a beleza se esconde se queremos entendê-la a nosso lado. Com gestos delicados, atenção tranquila e amor pelo desconhecido, ela se chega a nós antes que possamos dar o primeiro passo na sua direção. O imprevisto é a sua marca, o vazio é o seu chamado, o silêncio é seu prenúncio.”

Acho que, fechada em mim por 12 meses, fiquei mais sábia.

Será possível?

Um comentário:

  1. Amanda,
    boa noite...

    li vários de seus textos hoje e vc escreve mtoo bem! gostei mto das reflexões q li, principalmente as primeiras que vc escreveu... gostei demais..

    sucesso viu?!

    bjs...

    Mih

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