Quem sou eu
domingo, 22 de janeiro de 2012
Porta Afora
Depois do vinho tomado e da cama desarrumada, você me deixa no meio da noite. E como a Cinderela que perde seu brilho, a minha casa volta a ser abóbora. Eu avanço porta adentro, só o seu cheiro ficou pra trás, junto à lembrança de que você me abraçou pela cintura como se eu pudesse fazer parte do seu corpo, enquanto você fez parte do meu, dizendo que adorava a maquiagem preta nos meus olhos. Eu te beijei como se sua boca fosse minha fonte de sobrevivência. Você trilhou os quilômetros da saudade. Minha cama ficou marcada. Seu cabelo ficou desarrumado. Eu te deixei ser racional. Você me deixou com a poesia.
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