Às vezes não dá para negar o acaso. Aquela força estranha que pode tanto nos colocar no centro do furacão, quanto nos tirar dele em questão de frações de segundos. Como quando você diz que não foi atropelado "por um triz", ou não entende como, e nem porque, justamente naquele dia não pegou o ônibus que usa diariamente e justamente no único dia em que você não estava lá, ele foi assaltado.
Outras vezes, negamos o acaso por ceticismo, ou sem saber. Talvez você não tenha se dado conta de que naquele show em que você queria taaaaanto ir, mas que acabou o ingresso na sua vez de comprá-lo e você ficou em casa, de bode, você, por tédio, começou a ler um livro que mudaria a sua vida ...
É estranho eu estar falando isso, porque até pouco tempo atrás eu era o tipo de pessoa que negava qualquer tipo de irracionalidade... E, de uns tempos pra cá, dei de prestar atenção neste tipo de coisa e acreditar que elas existem mesmo.
Ontem eu queria chegar ao trabalho mais cedo. Quando saí de casa vi o meu ônibus passando e percebi que eu o perdi... Fui até o ponto de ônibus sabendo que teria de esperar mais uns quinze minutos pelo próximo. E quando o próximo veio, eu me levantei, fiz sinal para o motorista e ele passou por mim como se eu não existisse! Por um segundo, desacreditei, justo no dia em que eu tinha que chegar mais cedo no trabalho? No mesmo momento em que o ônibus passou reto, chegaram dois rapazes ao ponto que, em outras circuntancias, me incomodariam com suas presenças, por fazerem o tipo jovens malandros que iriam me cantar enquanto eu estivesse sozinha ali. Mas, eles vieram a tempo de ver o que o motorista do ônibus fez comigo e chegaram me consolando e perguntando para onde eu precisava ir. Disseram que iriam para o mesmo lugar e me informaram mais duas linhas que me levariam até lá e que eu não sabia que existiam. Não é que parece que os meninos apareceram só pra me ajudar?
Anteontem, eu fui atender uma ligação no ambiente de trabalho, uma ligação na mesa de um colega. Mas o telefone tocou só uma vez e parou. Quando eu estava com a mão ao lado do telefone para atendê-lo, eu vi um papelzinho jogado na mesa, com o e-mail de uma pessoa que, naquela mesa e naquele contexto me alertou sobre muitas coisas... Parece que aquele telefone tocou só pra eu ver aquilo...
Em fevereiro, eu estava prestes a cancelar o contrato do meu apartamento em Campinas por não estar mais trabalhando e nem estudando aqui e no dia de dar a resposta, eu recebo a ligação para um emprego na cidade. Um emprego que nem daria certo depois mas que me manteve aqui e hoje vejo o quanto foi importante.
Entre tantos outros exemplos, me pergunto, como não acreditar? E como fazer com que, quem não acredita, acredite?
Enfim... eu não sei se eu passei a perceber depois que comecei a acreditar, ou só fui acreditar depois que percebi. Fato é que, esse negócio de acaso está ligado à fé. E eu não falo de religião, porque nem eu mesma tenho uma, mas de ter fé de que não estamos aqui à toa. E como estamos aqui por algum propósito, devemos agir em direção ao bem, porque o bem é o caminho da realização dos sonhos e de cumprirmos nossa missão. Sendo assim, "basta" praticar duas regrinhas que o Ioga sempre me dita e que são um pouco difíceis de seguir: "Confiar e Entregar".
Eu tenho tentado e confiando e entregando as coisas vêm dando certo. Pense sobre isso também!

Li tudo Amandinha! Você vai conseguir muitas e muitas coisas boas! Isso tudo é só começo!
ResponderExcluirTalento e determinação não lhe faltam!
Nem preciso te dizer que gosto muito de ti neh!
beijão!!!