
Enquanto esperava o ônibus na manhã de hoje, me protegendo do sol que já ia alto às nove, dois senhores que aguardavam a saída do mesmo veículo, discutiam sobre religião.
Um deles era "católico apostólico romano", como não se cansava de repetir e o outro pertencia à algum segmento da igreja evangélica que não consegui identificar.
Em meio ao choro de uma criança no colo da mãe, ao camelô que vendia água e à reclamação de todos com relação ao sol, os dois discutiam a santidade (ou não) de Maria, mãe de Jesus. Afinal, ela é ou não santa? Foi virgem a vida toda ou teve mais filhos? Deve-se rezar para ela? e etc.
Enquanto isso os que estavam no local consolando o choro do filho, vendendo água ou simplesmente tentando se proteger do sol, riam-se da situação ou protestavam dizendo "religião não se discute!".
O episódio lembrou-me do meu antigo professor de história explicando quem foi Martinho Lutero e como começou a divergência centenária entre católicos e protestantes, todos fundamentados numa mesma escritura.
Hoje de manhã, seria um bom dia para que Jesus voltasse e explicasse a bíblia de uma vez por todas.
Quando o ônibus chegou fiz a viagem lendo uma reportagem sobre nanopartículas quânticas, queria pensar em algo menos complexo que a religião.
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